Complete sua formação: acesse os 4 cursos da trilha com o investimento de apenas 3.
O que você vai aprender na Trilha de Práticas Decoloniais:
- Leitura crítica do poder na arte — como colonialidade e racismo moldaram os cânones e apagaram narrativas na história da arte brasileira.
- Artistas negros e sua produção invisibilizada — gravadores, pintoras e fotógrafos negros que atuaram no eixo RJ-SP e em territórios quilombolas, suas obras e trajetórias.
- Raça e gênero como categorias analíticas — ferramentas para identificar hierarquias nas imagens e reconhecer estratégias artísticas que tensionam e reinventam esses enquadramentos
- Reescrever o cânone a partir das margens — como artistas e intelectuais situados fora dos centros hegemônicos produziram outras narrativas de modernidade e contemporaneidade.
- Museus, arquivos e memória — o papel das instituições culturais na construção e no apagamento de narrativas, e as iniciativas que disputam representatividade e justiça histórica.
Ao reunir quatro cursos independentes e complementares, permite ao participante construir um repertório crítico progressivo: das bases teóricas da colonialidade até análises concretas de obras, exposições e acervos. Os professores são pesquisadores ativos em suas áreas, com produção acadêmica relevante sobre raça, gênero e história da arte. A trilha é indicada para educadores, artistas, pesquisadores, curadores e qualquer pessoa interessada em ampliar seu olhar sobre a arte brasileira sob perspectivas plurais e críticas. A realização dos quatro cursos oferece uma formação integrada que nenhum deles isoladamente proporciona.
O que vou aprender neste curso?
- Fundamentos da colonialidade e pós-colonialidade na história da arte e nas instituições culturais
- Formação de cânones eurocêntricos e suas implicações para a representação de raça, gênero e território
- Estratégias de resistência e narrativas contra-hegemônicas na produção artística
- Perspectivas afro-diaspóricas, feministas e de gênero na análise de obras e exposições
- Casos históricos e contemporâneos que tensionam normas institucionais e ampliam repertórios críticos para interpretação das visualidades
O curso explora como as artes visuais articulam poder, colonialidade e resistência, oferecendo ferramentas para leitura crítica de imagens, exposições e instituições. Ao longo de quatro aulas, serão discutidos fundamentos da colonialidade e da pós-colonialidade, bem como estratégias de artistas e intelectuais que desafiam narrativas hegemônicas, tensionando cânones e normas eurocêntricas. O curso analisa casos históricos e contemporâneos, incorporando perspectivas afro-diaspóricas, feministas e de gênero, permitindo que participantes compreendam a arte como campo político e simbólico e ampliem seu repertório crítico para interpretação e análise de visualidades contra-hegemônicas.
O que vou aprender neste curso?
- Colonialidade do olhar e regimes de visibilidade
- Raça e gênero como estruturas organizadoras da narrativa artística
- Enquadramento e fuga como categorias analíticas
- Continuidade e reconfiguração no contemporâneo
- Políticas de esquecimento e estratégias de permanência
O curso investiga como os regimes de visibilidade moldaram a história da arte brasileira, definindo quem pode ser visto, representado ou legitimado no campo artístico. A partir das reflexões de Grada Kilomba e de noções de enquadramento, discutiremos como imagens e discursos participaram da construção de hierarquias raciais e de gênero. Em diálogo com produções de Yêdamaria Oliveira, Rosana Paulino, Aline Motta e Sonia Gomes, o curso aborda estratégias de deslocamento e reformulação dos regimes de visibilidade, culminando em uma reflexão sobre políticas de esquecimento e disputas institucionais na arte afro-brasileira.
O que vou aprender neste curso?
- Modernidades Descentradas: Mulheres artistas e outras modernidades
- Corpo-Território: Gênero, Identidade e Performatividade
- Ecologia e Gênero: mulheres artistas e ativismo ambiental
- Museus, Arquivos, Instituições
- Mulheres e reinvenção do cânone artístico no Brasil
O curso propõe uma leitura crítica da história da arte no Brasil a partir das margens - entendidas como posições geográficas, institucionais e simbólicas. Em quatro encontros, investigamos a atuação de artistas mulheres do século 20 à contemporaneidade, destacando suas proposições estéticas e políticas, muitas vezes situadas fora dos centros hegemônicos. O percurso articula eixos como modernidades descentradas, corpo e território e artivismo ambiental. Ao considerar produções tanto nos grandes centros quanto em contextos regionais, o curso analisa como as margens se configuram como espaços de elaboração estética e crítica, capazes de questionar e reconfigurar o cânone historiográfico.
O que vou aprender neste curso?
- Campesinato negro
- Fotografia negra
- Fotografia quilombola
- Fotografia, memória e território
- Usos da imagem fotográfica
Esse curso abordará a produção e o significado de imagens e arquivos fotográficos produzidos sobre comunidades quilombolas no Brasil, e especialmente da autoria de sujeitos quilombolas. Analisaremos casos específicos a fim de pensar essa dimensão específica da fotografia negra, conectada aos diferentes territórios negros, ao debate ambiental contemporâneo e à agenda de lutas por direitos, como os quilombos Rio das Rãs e Buri, na Bahia. Com o aporte da análise de imagens, de documentos e da história oral, discutiremos o entrecruzamento entre a fotografia produzida e consumida em contextos de família ou de práticas religiosas e festivas e o universo das imagens surgidas em contextos de reconhecimento e organização política, contribuindo para a história e a memória da ocupação da terra, da migração e do agenciamento como quilombola, como indispensáveis à elaboração de narrativas sobre a experiência negra brasileira.