MASP

Desconhecido

Vaso ovalóide com gargalo, Século I ao VII d.C.

  • Autor:
    Desconhecido
  • Dados biográficos:
  • Título:
    Vaso ovalóide com gargalo
  • Data da obra:
    Século I ao VII d.C.
  • Técnica:
    Modelagem em cerâmica e queima oxidante
  • Dimensões:
    15,2 Ø x 14 cm
  • Aquisição:
    Coleção MASP - Landmann
  • Designação:
    Vaso
  • Número de inventário:
    C.00339
  • Créditos da fotografia:
    MASP

TEXTOS



Atribuído ao período Nasca Médio ( circa 260-430 d.C.), este vaso cerâmico com bojo em formato elipsoidal, base convexa e gargalo em estilo acampanado apresenta características tecnológicas e simbólicas típicas da cerâmica Nasca, proveniente da Costa Sul do Peru. Esta cultura arqueológica floresceu na desértica região de Ica, cerca de 300 km ao sul de Lima, no Peru, entre os anos 100 a.C. e 700. A peça foi produzida pela técnica de modelagem, a partir da sobreposição de roletes de argila e queima posterior em forno aberto, provocando um processo de oxidação que resulta no tom alaranjado da pasta cerâmica. São traços tecnológicos encontrados na maioria dos conjuntos cerâmicos atribuídos à cultura Nasca. Após a queima, o vaso passou por uma imersão completa em recipiente com tinta vermelha a base de argila (processo denominado engobo, ou engobe), para posteriormente receber o tratamento externo em que foram pintadas as figuras zoomorfas em formato de peixes bagres de duas cabeças (também interpretadas como serpentes), elementos importantes da mitologia Nasca. Em geral, as cerâmicas Nasca apresentam um rico repertório imagético, com figuras variando entre o naturalismo, os traços estilizados e o geometrismo. Em conjunto, as peças apresentam um coerente referencial às cosmologias, sendo constante a presença de determinados seres ou entidades notadamente de prestígio social e religioso. As cores predominantes são branco, preto, vermelho, laranja e marrom.

— Marcia Arcuri, curadora adjunta de arte pré-colombiana, MASP, 2021




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