O MASP Escola oferece cursos livres e abertos a todos os interessados em artes, com ou sem formação na área.
Com professores especializados nos mais diversos campos da arte e da cultura, visita às exposições temporárias e à mostra de longa duração do acervo do museu, realizada nos cavaletes de vidro projetados por Lina Bo Bardi, os cursos apresentam um amplo recorte da coleção do MASP. Contam também com temas transdisciplinares, introduzidos a cada novo ciclo expositivo.
O MASP Escola tem o intuito de aproximar ainda mais os frequentadores do museu e proporcionar uma experiência de aprendizado dinâmica e crítica, em que todos possam constituir seu repertório a partir de um olhar diverso e plural da arte.
Atualmente, são oferecidos quatro módulos de curso: Histórias da arte, Estudos críticos, Cursos presenciais e Cursos de férias, com bolsas para professores da rede pública. Para um contato direto, escreva para escola@masp.org.br
O que vou aprender neste curso?
- 1° Introdução aos conceitos de teoria das cores
- 2° Uso da paleta limitada na pintura
- 3° Práticas e técnicas de pintura a óleo
- 4° Estudo a partir de obras de arte do acervo do MASP
- 5° Conhecimentos sobre materiais de pintura e seus usos
A teoria das cores fascina artistas há séculos. Antes dos sistemas modernos de composição de cores, pintores investigavam na prática as propriedades de tintas e pigmentos, como transparência, opacidade e capacidade de mistura. Desde a Antiguidade, artistas optaram por paletas limitadas, compostas por poucas cores capazes de gerar ampla variedade tonal e harmonia cromática, prática popularizada no século XIX em pinturas figurativas, por exemplo. Este curso propõe uma introdução prática ao uso da paleta limitada, explorando suas possibilidades e limitações a partir do estudo de obras históricas do acervo do Museu.
O que vou aprender neste curso?
- Introdução à fotografia - prática social e linguagem
- Exercícios práticos orientados
- Aspectos formais da linguagem da fotografia
- Arte e fotografia: modernismo, performance e referências intercruzadas
- O desenvolvimento do olhar e a criatividade
O curso se propõe como uma introdução à fotografia tendo como principal fundamento o desenvolvimento do olhar. As aulas contarão com exercícios criativos dirigidos, pensados para que os participantes explorem o museu e seus entornos a partir de um repertório visual que vai da linguagem moderna aos usos contemporâneos da fotografia. O aspecto prático do curso será baseado no uso da Câmera MASP, novo lançamento do museu, que permite uma experiência de câmera digital portátil, mas que instiga uma prática fotográfica criativa e experimental.
O que vou aprender neste curso?
- 1° Questões raciais, de gênero e classe implicadas no gesto de se autorretratar;
- 2° Exercícios práticos de desenho de si;
- 3° Investigações de elementos da própria história e subjetividade junto a experimentação de possíveis traduções para o desenho;
- 4° Experimentação e reflexão sobre escolha de materiais e aspectos do desenho;
- 5° Interlocuções com obras do Acervo MASP.
O curso convida seus participantes para um mergulho em si experimentando processos criativos em desenho.
Poderia a prática artística inventar quem a cria em um processo mútuo de invenção entre obra e artista? Como autorretrato, para além de ser uma criação artística, pode operar como uma ferramenta de descoberta e invenção de si?
Nos encontros pensaremos estas e outras questões em diálogo com autorretratos do Acervo MASP e momentos práticos de experimentação e criação em desenho. O curso é voltado para participantes que já tenham alguma familiaridade com o desenho e queiram aprofundar a prática e a reflexão em processos de criação artística.
O que vou aprender neste curso?
- Freud e a fotografia: como a psicanálise e o advento da fotografia retrataram a família burguesa.
- Arranjos familiares na teoria psicanalítica e os diferentes formatos familiares.
- Constituição e relações com a memória a partir da fotografia familiar.
- Referências de trabalhos artísticos que dialogam ou se usam do arquivo familiar.
- Imagem e identidade: uma abordagem pela via do inconsciente
O curso apresentará diálogos entre a psicanálise e a fotografia familiar, abordando as transformações que ambas sofreram com o tempo. Noções como memória, identidade e modelos contra hegemônicos de família serão abordadas juntamente com trabalhos de artistas que se utilizam de arquivos familiares em suas criações.
Durante os encontros também serão propostas atividades que envolvam as fotos familiares dos alunos, estimulando diálogos e intervenções nestes materiais.
Práticas Expositivas propõe uma trilha de aprendizagem que visa o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo nos processos de pesquisa e desenvolvimento de curadorias e exposições a partir do ambiente institucional do MASP, suas premissas e práticas. Composta por quatro módulos sequenciais, em diálogo com questões do campo expositivo, mas também da perspectiva de uma sociedade plural, crítica e comprometida, características que também caracterizam a atuação do MASP. Os módulos e seus conteúdos serão alinhados com o eixo curatorial Histórias desenvolvidos pelo Museu.
O que você vai aprender na Trilha de Práticas Expositivas:
- A pesquisa e conceituação que organiza o viés curatorial das exposições.
- A contribuição do campo do design, desde suas bases até práticas contemporâneas, para a constituição de exposições.
- A relação entre as soluções expográficas e o contexto arquitetônico institucional ou autônomo.
- As bases organizativas, normativas e de execução de uma mostra.
- O compartilhamento de experiências práticas no campo expositivo, apontando soluções que fornecem um campo de referência para a formação dos profissionais da área.
Práticas Expositivas propõe uma trilha de aprendizagem que visa o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo nos processos de pesquisa e desenvolvimento de curadorias e exposições a partir do ambiente institucional do MASP, suas premissas e práticas. Composta por quatro módulos sequenciais, em diálogo com questões do campo expositivo, mas também da perspectiva de uma sociedade plural, crítica e comprometida, características que também caracterizam a atuação do MASP. Os módulos e seus conteúdos serão alinhados com o eixo curatorial Histórias desenvolvidos pelo Museu.
O que vou aprender neste curso?
- A pesquisa voltada às ações curatoriais
- Os processos curatoriais
- Arquitetura de museus e dispositivos expográficos
- Histórico dos museus e os museus de arte
- Novos caminhos da curadoria
O curso propõe uma abordagem aprofundada sobre as práticas curatoriais e suas transformações ao longo do tempo, introduzindo os participantes — por meio de estudos de caso e referências teóricas — às etapas essenciais da criação e gestão de exposições, como a seleção de obras, a construção do discurso expositivo e as estratégias de engajamento do público; além disso, discute o papel das exposições na reinterpretação da história da arte e na promoção de narrativas mais inclusivas e diversas, estimulando uma compreensão crítica e atualizada do fazer curatorial.
O que vou aprender neste curso?
- Exposição como projeto
- Tipos de exposições e suas características
- Elementos constitutivos de uma exposição
- Tecnologias de exibição no espaço expositivo
- Design de exposições centradas no visitante
O curso propõe um panorama da criação de exposições sob a ótica do design, com foco no método projetual e na experiência do visitante. Destinado a quem deseja desenvolver exposições a partir de um projeto curatorial, aborda tipos de exposições, composição e funcionamento de equipes multidisciplinares, pesquisa de referências, metodologias e processos, desenvolvimento de narrativa espacial, fluxo e experiência de visita, comunicação visual em suas diversas dimensões, questões de acessibilidade e o uso de tecnologias de exibição e de tecnologias interativas. Inclui análise de exposições e projetos contemporâneos de diferentes naturezas, oferecendo uma visão ampla do processo de concepção expositiva.
O que vou aprender neste curso?
- Inserção de exposições temporárias em espaços não museológicos e a conciliação entre a conservação de obras e a fruição da arquitetura original.
- A arquitetura como matéria da arte contemporânea por meio de projetos site-specific.
- O papel de artistas, curadores e arquitetos no desenvolvimento multidisciplinar da expografia.
- Desafios de concepção de exposições de longa duração em edifícios classificados como patrimônio histórico.
- A integração indissociável entre projeto arquitetônico e expografia nos “museus experiência”.
O curso explora a relação fundamental entre a expografia e os espaços arquitetônicos, investigando as dinâmicas entre variados tipos de conteúdo expositivo e as arquiteturas que os abrigam. Ao longo de quatro encontros, serão analisados diferentes contextos, desde exposições temporárias em arquiteturas adaptadas e não originalmente destinadas à arte, até a concepção de exposições de arte site-specific. O programa também discute exposições de longa duração em patrimônios protegidos e a criação de expografias integradas à arquitetura em “museus experiência”. Direcionado a arquitetos, artistas, curadores e interessados em cultura, o curso debate os desafios práticos enfrentados por esses agentes na realização de exposições.
O que vou aprender neste curso?
- Planejamento e estruturação de projetos expositivos
- Gestão de equipes, cronogramas, orçamento e riscos
- Produção, montagem e acompanhamento de exposições
- Logística, expografia, comunicação visual e documentação técnica relativa à produção de exposições
- Logística, encerramento e avaliação de projetos culturais
O curso Planejamento e Gestão da Produção de Exposições apresenta, de forma prática e estratégica, as principais etapas envolvidas na realização de projetos expositivos. Ao longo das aulas, serão abordados temas como estruturação do pré-projeto, definição de equipes, cronogramas e orçamento, planejamento operacional, gestão de riscos, comunicação, expografia, acessibilidade, operações de logística e documentação técnica. O curso também discute processos de montagem, acompanhamento, encerramento e avaliação de exposições. Voltado a profissionais, estudantes e interessados na área cultural, o conteúdo oferece ferramentas para planejar, organizar e produzir exposições de maneira eficiente, integrada e profissional.
Os cursos de Histórias da Arte são oferecidos semestralmente e organizados em um módulo que reúne quatro cursos independentes, porém complementares. Juntos, eles abrangem um arco histórico que vai do século 14 ao 21.
O diferencial está no enfoque em histórias abertas, plurais e diversas, que exploram múltiplos territórios, períodos, linguagens e discursos. Por isso, o módulo é intitulado “Histórias” e não “História” da Arte.
Cada curso, com cerca de 14 aulas, é conduzido por um professor especializado e conta com a participação de convidados que ministram conferências ao longo do semestre. Esse formato permite um mergulho aprofundado em temas específicos e valoriza a pluralidade de perspectivas.
Assim, os participantes têm acesso a um panorama abrangente de abordagens e métodos de crítica, mediação e interpretação da produção artística, sempre em diálogo com as obras da coleção do MASP.
O que vou aprender neste curso?
- Compreenda a evolução da arte do Renascimento à contemporaneidade.
- Analise obras icônicas de Leonardo, Monet, Picasso, Tarsila e artistas latino-americanos.
- Descubra como arte, política, memória e colonialidade se relacionam.
- Desenvolva repertório crítico para interpretar museus, exposições e acervos.
- Explore o papel da arte nas transformações sociais, culturais e institucionais.
Quatro Perspectivas reúne quatro cursos independentes da história da arte, oferecidos em paralelo ao longo do semestre: Renascimento italiano, arte moderna, arte contemporânea e arte latino-americana. Cada um tem seu próprio recorte, percurso e equipe docente, e os encontros acontecem em dias distintos da semana.
O que vou aprender neste curso?
- Entenda como a arte moderna surgiu a partir das transformações da pintura europeia.
- Aprenda a diferenciar estilos e técnicas de Monet, Van Gogh, Cézanne, Matisse e Picasso.
- Descubra como impressionismo, pós-impressionismo, cubismo e fauvismo mudaram a história da arte.
- Desenvolva olhar crítico para analisar obras do acervo do MASP.
- Veja como as vanguardas europeias influenciaram o modernismo brasileiro.
Tendo as obras do acervo do MASP como fio condutor, o curso pretende apresentar e discutir as manifestações artísticas do mundo ocidental no período final do século 19 e início do século 20. As aulas vão abordar artistas como Monet, Van Gogh, Cézanne, Picasso e Matisse e mostrar como o nascimento da arte moderna é marcado tanto por pontos de ruptura quanto por continuidade. O objetivo principal do curso é entender como a arte da tradição europeia se modifica ao longo do século 19 dando origem ao que se conhece de modo amplo como arte moderna.
O que vou aprender neste curso?
- As relações entre arte contemporânea e a arte moderna.
- A expansão do campo da arte, que incorpora nos dias atuais outras linguagens.
- Como artistas de hoje operam a sua prática a partir de problemas específicos e para além da linguagem artística.
- Compreensão do circuito da arte em funcionamento, com seus agentes e suas relações.
- O importante papel dos museus no estabelecimento e crítica à produção contemporânea.
O curso parte de um ponto específico e intencionalmente escolhido: o momento em que as vanguardas artísticas europeias formulam suas plataformas político-artísticas e que, em seu desenrolar histórico. Assim, os encontros avançam por problemas recorrentes: quem escreve a história da arte e com qual autoridade? O que o olhar europeu chama de primitivo? A que projeto político serve o cubo branco? Quem decide o que é arte e quem determina o que é qualidade positiva?
O curso inicia falando do MoMA-NY e finaliza em uma vista ao MASP. Essa rota não é neutra. Tem como significado perguntar, a partir de uma coleção específica e localizada territorialmente, quais histórias foram contadas, silenciadas ou que hoje se localizam em uma arena de disputa, visando reorganizar o entendimento sobre a produção contemporânea em arte.
O que vou aprender neste curso?
- 1° As inovações que fazem do período um momento decisivo para a História da Arte
- 2° Os motivos pelos quais algumas obras do Renascimento italiano serem consideradas tão importantes
- 3° Vida e obra de alguns dos mais famosos artistas da História da Arte, como Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo
- 4° O significado da transformação do status dos artistas no período do Renascimento
- 5° O caráter único do acervo do MASP para quem deseja entender a arte do período no Hemisfério Sul
O curso tem como objetivo oferecer aos participantes uma visão geral do Renascimento italiano e será dividido em dois ciclos. No primeiro, serão percorridos nove temas fundamentais para compreender o período do Renascimento, sempre a partir da análise de obras de arte do período. No segundo ciclo, nos dedicaremos a estudar mais detidamente algumas das mais importantes e canônicas obras do período, como a decoração da Capela Sistina e das salas de Rafael no Vaticano, pinturas selecionadas de Botticelli e Tiziano e esculturas de Donatello, Verrochio e Michelangelo.
O que vou aprender neste curso?
- 1° A arte latino-americana a partir do século 20 como agente de transformação social e política.
- 2° Análise sobre como a arte confronta o legado colonial e as desigualdades estruturais.
- 3° Estudo de processos históricos por meio de práticas artísticas que tensionaram instituições.
- 4° Discussão sobre as redes de intercâmbio e solidariedade regional, e a intervenção da arte em debates públicos, culturais e de memória.
- 5° Investigação de obras de diversos países latino-americanos que dialogam com lutas sociais.
O curso propõe uma leitura crítica da arte latino-americana nos séculos 20 e 21, examinando como artistas reimaginaram a região por meio de práticas engajadas com debates sociais, filosóficos, políticos e culturais. A partir da análise de obras, documentos, textos e ações coletivas, discutiremos como projetos artísticos desafiaram convenções estéticas, disputaram imaginários públicos e articularam redes de solidariedade transnacional. O curso investiga a arte como espaço de imaginação política e prática prefigurativa, evidenciando seus vínculos com lutas trabalhistas, feminismos, movimentos antirracistas, reivindicações indígenas e pautas LGBTQIA+.
O que vou aprender neste curso?
- Descubra o protagonismo das mulheres na arquitetura contemporânea
- Entenda os desafios das cidades do Sul Global
- Conheça obras e trajetórias de arquitetas influentes do mundo todo
- Amplie seu olhar crítico sobre arquitetura, sociedade e gênero
- Explore a potência da arquitetura brasileira contemporânea
A contribuição das mulheres na arquitetura, no urbanismo e no design é relevante e competente, mas muitas vezes negligenciada ou silenciada. O curso é o segundo módulo que olha este acervo compreendendo a contribuição destas arquitetas na construção dos direitos à cidade e à boa arquitetura nos países do chamado sul global, onde urbanização, democracia e história da arquitetura contemporânea se entrecruzam no século 21. Vamos problematizar qual a especificidade do trabalho das arquitetas e urbanistas neste processo de construção da cidadania em países de independência e autonomia tardias em relação à globalização. Vamos investigar valores, conquistas estéticas e políticas reconhecendo o lugar histórico dessa produção feminina.
O que vou aprender neste curso?
- História, conceitos e disputas em torno da inteligência artificial
- Dados, poder e desigualdade: raça, gênero, território e classe nos sistemas algorítmicos
- Casos contemporâneos de uso da IA e seus impactos sociais e políticos
- Justiça de dados, ética tecnológica e caminhos para reinventar a inteligência artificial
- Arte contemporânea, experimentação estética e imaginação de futuros com inteligência artificial
Este curso propõe uma introdução crítica ao debate contemporâneo sobre inteligência artificial e sociedade, explorando suas implicações políticas, sociais e estéticas. A partir de discussões sobre raça, gênero, território e classe, os encontros analisam como sistemas de IA reproduzem desigualdades existentes, mas também como podem ser apropriados de forma criativa e transformadora. O curso combina exposição teórica, análise de casos e exercícios coletivos de imaginação crítica para refletir sobre justiça de dados, ética tecnológica e experimentações artísticas. Ao final, os participantes serão convidados a pensar possibilidades de futuros mais justos e diversos no campo da inteligência artificial.
O que vou aprender neste curso?
- Entender quem são as pessoas com deficiência e a diversidade humana
- Dimensões da Acessibilidade segundo Romeu Sassaki
- Desenho Universal e sua importância para a inclusão
- Características técnicas essenciais e aplicação
- Impacto da acessibilidade na vida das pessoas
O curso busca apresentar o primeiro contato com os principais conceitos que norteiam o tema, como Acessibilidade e Desenho Universal.
O objetivo é propor uma reflexão sobre a importância desses temas na vida das pessoas com deficiência em todas as esferas de participação.
A pessoa participante poderá incorporar os conceitos de inclusão na sua própria atuação, em diversos campos. E utilizar os fundamentos para criar caminhos de participação efetivas da diversidade de corpos e formas de cognição e percepção.
Vamos entender a diversidade humana, suas demandas e o impacto da Acessibilidade e do Desenho Universal na vida de todas as pessoas.
O que vou aprender neste curso?
- Transformações da pintura após o surgimento da fotografia
- Gesto, pincelada e materialidade da tinta
- Pintura ao ar livre e percepção visual
- Construção da figura através de manchas, bordas abertas e apagamentos
- Relações entre figuração e abstração na pintura moderna e contemporânea
É necessário conhecimento técnico prévio em pintura a óleo
Este curso investiga transformações técnicas da pintura a óleo entre os séculos XIX e XXI, observando como artistas como Eugène Delacroix, Édouard Manet e Edgar Degas contribuíram para uma pintura mais gestual, aberta e experimental. A partir da análise de obras e exercícios práticos, os participantes irão explorar procedimentos ligados à dissolução do contorno, construção da figura por manchas, apagamento, velocidade e materialidade da tinta, estabelecendo conexões entre a pintura moderna e produções contemporâneas de artistas como Jennifer Packer e Flora Yukhnovich.
Complete sua formação: acesse os 4 cursos da trilha com o investimento de apenas 3.
O que você vai aprender na Trilha de Práticas Decoloniais:
- Leitura crítica do poder na arte — como colonialidade e racismo moldaram os cânones e apagaram narrativas na história da arte brasileira.
- Artistas negros e sua produção invisibilizada — gravadores, pintoras e fotógrafos negros que atuaram no eixo RJ-SP e em territórios quilombolas, suas obras e trajetórias.
- Raça e gênero como categorias analíticas — ferramentas para identificar hierarquias nas imagens e reconhecer estratégias artísticas que tensionam e reinventam esses enquadramentos
- Reescrever o cânone a partir das margens — como artistas e intelectuais situados fora dos centros hegemônicos produziram outras narrativas de modernidade e contemporaneidade.
- Museus, arquivos e memória — o papel das instituições culturais na construção e no apagamento de narrativas, e as iniciativas que disputam representatividade e justiça histórica.
Ao reunir quatro cursos independentes e complementares, permite ao participante construir um repertório crítico progressivo: das bases teóricas da colonialidade até análises concretas de obras, exposições e acervos. Os professores são pesquisadores ativos em suas áreas, com produção acadêmica relevante sobre raça, gênero e história da arte. A trilha é indicada para educadores, artistas, pesquisadores, curadores e qualquer pessoa interessada em ampliar seu olhar sobre a arte brasileira sob perspectivas plurais e críticas. A realização dos quatro cursos oferece uma formação integrada que nenhum deles isoladamente proporciona.
O que vou aprender neste curso?
- Colonialidade do olhar e regimes de visibilidade
- Raça e gênero como estruturas organizadoras da narrativa artística
- Enquadramento e fuga como categorias analíticas
- Continuidade e reconfiguração no contemporâneo
- Políticas de esquecimento e estratégias de permanência
O curso investiga como os regimes de visibilidade moldaram a história da arte brasileira, definindo quem pode ser visto, representado ou legitimado no campo artístico. A partir das reflexões de Grada Kilomba e de noções de enquadramento, discutiremos como imagens e discursos participaram da construção de hierarquias raciais e de gênero. Em diálogo com produções de Yêdamaria Oliveira, Rosana Paulino, Aline Motta e Sonia Gomes, o curso aborda estratégias de deslocamento e reformulação dos regimes de visibilidade, culminando em uma reflexão sobre políticas de esquecimento e disputas institucionais na arte afro-brasileira.
O que vou aprender neste curso?
- Modernidades Descentradas: Mulheres artistas e outras modernidades
- Corpo-Território: Gênero, Identidade e Performatividade
- Ecologia e Gênero: mulheres artistas e ativismo ambiental
- Museus, Arquivos, Instituições
- Mulheres e reinvenção do cânone artístico no Brasil
O curso propõe uma leitura crítica da história da arte no Brasil a partir das margens - entendidas como posições geográficas, institucionais e simbólicas. Em quatro encontros, investigamos a atuação de artistas mulheres do século 20 à contemporaneidade, destacando suas proposições estéticas e políticas, muitas vezes situadas fora dos centros hegemônicos. O percurso articula eixos como modernidades descentradas, corpo e território e artivismo ambiental. Ao considerar produções tanto nos grandes centros quanto em contextos regionais, o curso analisa como as margens se configuram como espaços de elaboração estética e crítica, capazes de questionar e reconfigurar o cânone historiográfico.
O que vou aprender neste curso?
- Campesinato negro
- Fotografia negra
- Fotografia quilombola
- Fotografia, memória e território
- Usos da imagem fotográfica
Esse curso abordará a produção e o significado de imagens e arquivos fotográficos produzidos sobre comunidades quilombolas no Brasil, e especialmente da autoria de sujeitos quilombolas. Analisaremos casos específicos a fim de pensar essa dimensão específica da fotografia negra, conectada aos diferentes territórios negros, ao debate ambiental contemporâneo e à agenda de lutas por direitos, como os quilombos Rio das Rãs e Buri, na Bahia. Com o aporte da análise de imagens, de documentos e da história oral, discutiremos o entrecruzamento entre a fotografia produzida e consumida em contextos de família ou de práticas religiosas e festivas e o universo das imagens surgidas em contextos de reconhecimento e organização política, contribuindo para a história e a memória da ocupação da terra, da migração e do agenciamento como quilombola, como indispensáveis à elaboração de narrativas sobre a experiência negra brasileira.
O que vou aprender neste curso?
O MASP Escola oferece bolsas de estudo para professores oriundos da rede pública de educação básica. Cada professor pode ser contemplado com uma bolsa por semestre. O curso exige, no mínimo, 80% de presença.
A inscrição demanda uma carta de intenção, que será utilizada como critério para a seleção dos bolsistas. Para concorrer a uma bolsa integral, preencha o cadastro disponível através da opção "Solicitação de bolsas para professores" na página de cada curso.
Todos os inscritos que não forem contemplados com a bolsa integral terão direito a um desconto de 50% no valor do curso escolhido. Os benefícios serão concedidos às pessoas que comprovarem, mediante a apresentação de holerite atualizado, o vínculo docente na rede pública.