Aula 1 — 04/08/2026 | Quem escreve a história da arte?
A partir do estudo dos diagramas sobre o campo artístico elaborados no Museum of Modern Art – NY (MoMA-NY) por Alfred Barr Jr (1936), será apresentada a narrativa consagrada sobre a arte moderna, nos dias de hoje, revisada. Especial atenção será dada às vanguardas históricas europeias analisadas como plataformas políticas e artísticas: Futurismo, Dadá e Construtivismo. Verificação de artistas e obras que revisitam tais fontes, atualmente: Deyson Gibert, Yael Bartana e Olya Kroytor, entre outros.
Aula 2 — 11/08/2026 | O que é o primitivismo?
Primitivismo europeu como manifestado pelo Cubismo, Expressionismos e Surrealismos. Vanguardas latino-americanas: Muralismo mexicano, Circulo e Quadrado, Estridentismo, Antropofagia, entre outros. Verificação de artistas e obras que revisitam as perspectivas primitivistas e as criticam: Sônia Gomes, Wangechi Mutu, Rashid Johnson, Daniel Boyd, entre outros.
Aula 3 — 18/08/2026 | Quem produzia enquanto a história não olhava?
Produção artística das mulheres em Bauhaus e Vkhutemas. Verificação de artistas e obras que revisitam tais fontes, atualmente: Katarina Burin, Erika Hock, Raisa Kabir, Kalinka Gieseler, Caroline Kynast e Sinta Werner. Gluklya, Yelena Vorobyeva e Asya Kozima. A retomada atual das práticas têxteis.
Aula 4 — 25/08/2026 | Qual o problema com o cubo branco?
Cubo branco a partir da atuação do MoMA-NY e a influência do museu norte-americanos nos primeiros museus modernos no Brasil: MASP, MAM-SP e MAM-RJ. Verificação de artistas e obras que revisitam operações da crítica institucional: de Hans Haacke, Marcel Broodthaers, Andrea Fraser e Fred Wilson.
Aula 5 — 01/09/2026 | A arte pode mudar o mundo?
A arte moderna sob regimes autoritários: as exposições de arte degenerada e o papel da arte em regimes autoritários: fascismo e stalinismo. A censura no período da ditadura brasileira e o boicote à Bienal de São Paulo. Verificação de artistas e obras censurados: Artur Barrio, Cybèle Varela, Quissak Júnior, Antonio Manuel, entre outros. Confrontos e contestações políticas em ambientes artísticos: documenta de Kassel, Panorama da Arte Brasileira, Bienal de Veneza, entre outras.
Aula 6 — 08/09/2026 | Seria o design a arte do mundo industrial?
MoMA-NY e o “Bom Design” durante o período da Guerra Fria como propaganda do mundo capitalista. Verificação de exposições, designers e artistas, projetos e obras relacionados ao campo do design: Charles e Ray Eames, Richard Buckminster Fuller, Herbert Bayer, entre outros.
Aula 7 — 15/09/2026 | Antimodernos e/ou contemporâneos?
Arte Pop, Arte Conceitual e feminismos anos 1960–70. Feminismos hoje. Verificação de artistas e obras: Martha Rosler, Marta Minujin, Marisol Escobar, Renate Bertlmann, Leticia Parente, Wanda Pimentel, Panmela Castro, entre outras artistas.
Aula 8 — 22/09/2026 | Quem decide o que vemos?
A curadoria como prática política: Harald Szeemann, Lucy Lippard, Marcia Tucker, Seth Sieglaub, Kynaston McShine, Frederico Morais e Walter Zanini. A virada educacional na arte e na curadoria: 31ª Bienal de São Paulo (2014). Verificação de curadores e exposições que atuam para a formação e profissionalização do campo curatorial.
Aula 9 — 29/09/2026 | Como operam as redes, a circulação e as resistências?
Impacto dos meios de comunicação e tecnologias no campo artístico: arte postal, as exposições When Attitudes Become Form (1969), e Information (1970). Artistas e obras que operam essa ênfase: Harun Farocki; Ulises Carrión, Paulo Bruscky, Hito Steyerl, Vitoria Cribb, Cao Fei, entre outros artistas.
Aula 10 — 06/10/2026 | Arte contemporânea?
A partir das experiências das Bienais de Havana e da Bienal da Antropofagia (1998), serão apresentadas perspectivas de reescrita da história por parte de artistas e pensadores não hegemônicos. Pensamento descolonial como prática artística hoje: Sandra Gamarra, com LiMac (Lima Museum of Contemporary Art, fictício); Denilson Baniwa que opera dentro e contra a instituição; Alia Farid, memória colonial e apagamento.
Aula 11 — 13/10/2026 | Como falam e resistem os corpos, arquivos e territórios? I
O encontro apresenta uma problemática atual que tem impacto nas reflexões e práticas artísticas e curatoriais: a questão colonial e/ou neocolonial. Revisita artistas e práticas artísticas atuais e suas conexões históricas: Cecilia Vicuña, Kapwani Kiwanga, Adriana Varejão, Maxwell Alexandre, entre outros.
Aula 12 — 20/10/2026 | Como falam e resistem os corpos, arquivos e territórios? II
O encontro apresenta uma problemática atual que tem impacto nas reflexões e práticas artísticas e curatoriais: a questão colonial e/ou neocolonial. Revisita artistas e práticas artísticas atuais e suas conexões históricas: Minerva Cuevas, Theresa Hak Kyung Cha, Seba Calfuqueo, Grada Kilomba, entre outros.
Aula 13 — 27/10/2026 | Um olhar sobre o circuito artístico: será que tudo é mercado?
O encontro vai analisar as relações entre os agentes do circuito e seus modos de funcionamento: artistas, galerias, feiras, museus, bienais em relações. Práticas curatoriais e artísticas nos dias atuais: formação e profissionalização.
Aula 14 — 03/11/2026 Ler uma coleção: exercícios de interpretação.
Visita à exposição Acervo em Transformação do MASP, explorando conceitos e conteúdos explicitados ao longo do curso.
Mirtes Marins de Oliveira é Doutora em Educação: História e Filosofia e Pesquisadora olaboradora na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (2020–2025). Coordena a pós-graduação em Design da Universidade Anhembi Morumbi. Atua como curadora, com destaque para exposições como Contra o estado das coisas – anos 70 (2014), Especular (2018) e Comigo ninguém pode (2019), na Galeria Jaqueline Martins; Arte para todos! Liberação e Consumo (Instituto Figueiredo Ferraz, 2016); Não um sonho (Galeria Simões de Assis, 2021); Máscaras: Fetiches e Fantasmagorias (Paço das Artes, 2021–2022) e Justiça de transição não é transação: a brutalidade e o jardim (Memorial do Ministério Público – RJ, 2023), esta última como co-curadora. Foi coeditora da revista Marcelina (2008–2012), participou como autora do livro Cultural Anthropophagy: The 24th Bienal de São Paulo 1998, da coleção Exhibition Histories (Afterall, 2015), e coorganizou o livro Histórias das exposições: casos exemplares (EDUC, 2016). É também autora do ensaio The body and the opus as a witness of times, sobre Letícia Parente, publicado em The Feminist Avant-Garde. Art of the 1970s (2017), organizado por Gabriele Schor. Em 2024, lançou o livro Gretta Sarfaty, pela Act Editora.