MASP

Desconhecido (Pintor úmbrio)

A crucificação e a Virgem com o Menino Jesus entre anjos, santos e os símbolos dos evangelistas, 1290-1305

  • Autor:
    Desconhecido (Pintor úmbrio)
  • Dados biográficos:
  • Título:
    A crucificação e a Virgem com o Menino Jesus entre anjos, santos e os símbolos dos evangelistas
  • Data da obra:
    1290-1305
  • Técnica:
    Têmpera sobre tela sobre painel
  • Dimensões:
    45 x 37,2 x 3 cm
  • Aquisição:
    Doação Drault Ernanny de Mello e Silva, 1947
  • Designação:
    Pintura
  • Número de inventário:
    MASP.00001
  • Créditos da fotografia:
    João Musa

TEXTOS



Não é possível precisar a função dessa pequena imagem, talvez destinada a um pequeno altar de devoção privada, talvez à decoração de uma mobília eclesiástica. Tampouco a iconograa deixa-se deslindar com facilidade, devido sobretudo ao mau estado de conservação da obra A Crucicação e a Virgem com o Menino entre Anjos, Santos e os Símbolos Evangelistas. No registro superior, há uma crucicação entre a Virgem e São João e, em dimensões menores, Santo Agostinho e São Nicolau de Bari, conforme se lê em inscrições na base das imagens. No registro inferior, no interior de um arco, há uma Virgem sobre o trono com o Menino de pé entre quatro anjos. Nas laterais, vêem-se São Pedro e São Paulo e os quatro símbolos dos Evangelistas, com inscrições ilegíveis. Em carta a P. M. Bardi de 3 de fevereiro de 1946, a obra foi atribuída por Roberto Longhi a Deodato Orlandi, “exatamente pela inteligente fusão das mais antigas formas típicas da pintura de Lucca com a cultura intensamente dramática de Cimabue; o que ocorria nos últimos anos do 200”. Tal autoria é mantida por Bardi em seu The Arts of Brasil (1956, p. 165). Em 1987, Marques atribui-a a um pintor úmbrio dos anos de 1290-1305, em cujo estilo se combinam uma clara inuência dos afrescos de Cimabue e de sua equipe toscana das basílicas superior e inferior de São Francisco em Assis (em torno de 1280-1285) e uma cultura pictórica mais arcaica, mais popular e expressiva, típica da Úmbria meridional. Esta atribuição e datação foram acolhidas por Filippo Todini (comunicação oral) e Bruno Toscano (comunicação oral). Uma proposta a favor do pintor toscano conhecido pelo nome de Mestre de Panzano foi também aventada (Sotheby’s 1991). Segundo uma hipótese apresentada por Bruno Toscano (comunicação oral), a coexistência das imagens de Santo Agostinho e de São Nicolau de Bari em escala menor, i.e., na qualidade de “doadores”, indicaria que a obra encontrava-se originariamente em uma igreja da ordem agostiniana consagrada a São Nicolau. Essa igreja úmbria existe efetivamente, mas em Spoleto, o que reforçaria a probabilidade de que esta fosse de fato a localização primitiva da obra.

— Autoria desconhecida, 1998


Fonte: Luiz Marques (org.), Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo: MASP, 1998. (reedição, 2008).



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