MASP

Antônio Parreiras

Chácara da Consolação (residência do Dr. Eduardo Prado, atual praça Roosvelt), 1893

  • Autor:
    Antônio Parreiras
  • Dados biográficos:
    Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, 1860-Niterói, Rio de Janeiro, Brasil ,1937
  • Título:
    Chácara da Consolação (residência do Dr. Eduardo Prado, atual praça Roosvelt)
  • Data da obra:
    1893
  • Técnica:
    Óleo sobre tela
  • Dimensões:
    80 x 153 cm
  • Aquisição:
    Comodato MASP B3 – BRASIL, BOLSA, BALCÃO, em homenagem aos ex-conselheiros da BM&F e BOVESPA
  • Designação:
    Pintura
  • Número de inventário:
    C.01200
  • Créditos da fotografia:
    MASP

TEXTOS



Em 1893, após o sucesso da primeira individual de Antônio Parreiras em São Paulo, Veridiana Prado (1825-1910), matriarca de uma rica família de cafeicultores paulistas, encomendou‑lhe pinturas de suas propriedades, entre elas, a chácara da Consolação, na qual residia seu filho Eduardo. Em Chácara da Consolação (residência do Dr. Eduardo Prado, atual Praça Roosevelt) (1893), Parreiras destacou as extensões frontal e lateral do lote, e as duas ruas que o delimitavam. Veem‑se o jardim gradeado, o perfil do sobrado residencial e as marcas dos trilhos dos bondes. Notam‑se também, ao fundo da rua à esquerda da composição, alguns traços de figuras, como crianças e casais caminhando, pintados como vultos em movimento. A paisagem paulistana aparece desprovida de árvores no espaço público; elas surgem apenas no interior dos jardins da família Prado. Destaca‑se o pinheiro ao centro da composição, revelando a influência europeia sobre o paisagismo local. Ademais, a pintura retrata a região da atual praça Roosevelt — a via principal em primeiro plano é a rua da Consolação, e a pequena rua à esquerda é a praça Roosevelt, onde hoje localizam‑ se vários teatros.

— Guilherme Giufrida, assistente curatorial, MASP, 2018


Fonte: Adriano Pedrosa, Guilherme Giufrida, Olivia Ardui (orgs.), Da Bolsa ao Museu – comodato MASP B3: arte no Brasil, séculos 19 e 20, São Paulo: MASP, 2018.




Por Equipe curatorial MASP
No início de sua formação como pintor, nos anos 1940 em São Paulo, Arcangelo Ianelli realizou pinturas e desenhos realistas de cenas cotidianas, paisagens urbanas e marinhas. Embora naquele momento se mantivesse ligado à figuração, seu trabalho mostra um processo crescente de simplificação formal. De 1965 a 1967 viveu na Itália, período em que caminhou do figurativismo para a abstração. Nesta pintura do acervo do MASP, o artista trabalhou a partir de uma quase monocromia (utilização de uma única cor), criando variações tonais a partir do acúmulo e subtração de camadas de tinta. Nota-se também um diálogo entre o que está representado acima e abaixo na pintura, ultrapassando os limites da superfície bidimensional. Trata-se de sobreposições de retângulos, estudados minuciosa e previamente pelo artista, o que imprime no suporte uma representação desses diferentes elementos pictóricos que, no limite, figura-se como outro retângulo — tema por excelência de sua obra nos anos 1970. Com o tempo, na produção de Ianelli, foram desaparecendo as linhas que separavam os campos de cor, o que deu lugar a nuances ainda mais sutis entre os tons. A partir dos anos 1970, Ianelli também realizou esculturas em mármore e madeira, mantendo o interesse pela sobreposição e interpenetração de retângulos. O MASP possui quatro pinturas do artista em seu acervo.

— Equipe curatorial MASP, 2021


Fonte: Instagram @masp 03.08.2021



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