MASP

Antônio Parreiras

Iracema, 1909

  • Autor:
    Antônio Parreiras
  • Dados biográficos:
    Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, 1860-1937
  • Título:
    Iracema
  • Data da obra:
    1909
  • Técnica:
    Óleo sobre tela
  • Dimensões:
    60,5 x 93 x 2 cm
  • Aquisição:
    Doação Ministro Correia e Castro, 1947
  • Designação:
    Pintura
  • Número de inventário:
    MASP.00294
  • Créditos da fotografia:
    João Musa

TEXTOS



Ainda menino, Antonio Parreiras foi matriculado como interno no Liceu Popular de Niterói por sua família, que não via com bons olhos sua vocação artística. Em 1882, após a morte do pai, ingressou na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde, largou a Academia para ser aluno do curso livre de pintura de Georg Grimm (1846-1887), em Niterói. Realizou sua primeira exposição em 1886. Frequentou a Accademia di Belle Arti em Veneza, retornando ao Brasil como professor de paisagem da Escola Nacional de Belas Artes, cargo do qual se afastou posteriormente para fundar a Escola do Ar Livre. Conhecido como pintor de paisagens, tendo como principais temas o campo, as florestas tropicais e marinhas, Parreiras também desenvolveu um repertório de retratos, nus e cenas históricas, como é o caso de Iracema (1909), que pertence ao MASP. Nessa pintura, o artista retratou o desfecho da obra literária de mesmo nome, escrita em 1865 por José de Alencar (1829-1877). Iracema, a heroína indígena, aparece sofrendo ao ser abandonada por seu amante europeu. A figura deriva das imagens da Madalena penitente no deserto e não apresenta feições indígenas. A escolha desses modelos indica o caráter trágico e violento do choque entre o colonizador e o colonizado na formação do Brasil.

— Equipe curatorial MASP, 2017





Personagem das mais célebres e bem-sucedidas da literatura romântica no Brasil, Iracema é a heroína indígena que dá nome ao romance do mesmo nome de José de Alencar, publicado em 1865. A personagem já fora em 1884 tema do mais conhecido quadro do pintor português José Maria de Medeiros (1849-1926), hoje no MNBA. Ao contrário de Medeiros e do indianismo pictórico em geral, Parreiras não demonstra interesse algum pela caracterização exótica da personagem, que aparece aqui na cena final do romance, imersa na dor do abandono.

— Autoria desconhecida, 1998


Fonte: Luiz Marques (org.), Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo: MASP, 1998. (reedição, 2008).



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