MASP

Frans Hals

Maria Pietersdochter Olycan, 1638

  • Autor:
    Frans Hals
  • Dados biográficos:
    Antuérpia, Bélgica, 1581-Haarlem, Holanda ,1666
  • Título:
    Maria Pietersdochter Olycan
  • Data da obra:
    1638
  • Técnica:
    Óleo sobre tela
  • Dimensões:
    83,5 x 68,5 x 2 cm
  • Aquisição:
    Doação Alberto Soares Sampaio, Álvaro Soares Sampaio, José Machado Coelho de Castro, Joaquim Bento Alves de Lima, Ricardo Jafet, Evaristo Fernandes, Francisco Pignatari, Alberto Quattrini Bianchi, Geremia Lunardelli, Gladston Jafet, Nagib Jafet, Themístocles Marcondes Ferreira, Severino Pereira, Dor Lesch, Nelson de Faria, Diários Associados, Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira S.A., Companhia Vidroplano S.A., Marwin S.A., Fábrica de Parafusos Santa Rosa S.A., Cia. de Cimento Vale do Paraíba S. A., 1951
  • Designação:
    Pintura
  • Número de inventário:
    MASP.00186
  • Créditos da fotografia:
    João Musa

TEXTOS



As primeiras notícias sobre a vida de Frans Hals contam que sua família se mudou da Antuérpia para Haarlem, na Holanda, em 1585, fugindo da ocupação espanhola e das ferozes perseguições aos protestantes por parte dos católicos. Hals entrou para a guilda de artistas da cidade em 1610 e, rapidamente, conquistou reconhecimento e uma numerosa clientela entre os burgueses abastados. Sua vocação naturalista se manifestava na representação de cenas cotidianas e nos retratos individuais e coletivos, sua especialidade, executados por encomenda, ou motivados apenas pelo interesse no caráter e na fisionomia dos modelos. A técnica de Hals visa traduzir o tema de forma imediata e viva, com pinceladas rápidas e irregulares, deixando emergir por meio do toque a condição emotiva do artista. Tal procedimento pictórico foi um importante legado para o realismo moderno, do século 19. Os retratos O capitão Andries van Hoorn e Maria Pietersdochter Olycan, sua segunda esposa, foram realizados por ocasião do casamento, em 1638. Ambos pertenciam a ricas famílias de produtores de cerveja de Haarlem. Nos retratos, há precisão nos detalhes e também certa informalidade na apresentação das personagens, que em nada compromete a evidência de sua posição social. O capitão Andries foi retratado por Hals também na tela representando o banquete dos oficiais da milícia de santo Adriano (1633), eleitos entre os notáveis da cidade de Haarlem, e foi prefeito da cidade em 1655.

— Equipe curatorial MASP, 2017





Desde a década de 1630, Hals trabalha regularmente para a família do sogro de Andries van Hoorn, Jacob Pietersz Olycan (cinco vezes burgomestre), para a qual realiza pelo menos nove retratos (Descargues 1968, p. 55), entre os quais o de Maria Herster Pietersdr, nascida em 1608 e uma das quinze filhas do casamento de Jacob Pietersz com Maritge Claesdr Vooght. A aliança entre os Olycan e os Van Hoorn, em 1638, como de resto entre ambas as famílias e os Vooght e os Loo, os grandes clãs da cerveja em Haarlem, nada tinha de inesperado, e Hals é freqüentemente escolhido para servir este primeiro círculo da elite burguesa da cidade. A outros retratistas, como Johannes Vers-pronk, Pieter Claesz Soutman ou Pieter Fransz de Grebber, cabia atender uma clientela menos poderosa, como os Loreyn, os Van der Cruysse e os Croes ou as grandes famílias católicas (Beisboer, in Slive 1989, p. 35).

— Autoria desconhecida, 1998


Fonte: Luiz Marques (org.), Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo: MASP, 1998. (reedição, 2008).



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