MASP

Ciro Ferri

Moisés e as filhas de Jetro, 1660-89

  • Autor:
    Ciro Ferri
  • Dados biográficos:
    Roma, Itália, 1634-Roma, Itália, 1689
  • Título:
    Moisés e as filhas de Jetro
  • Data da obra:
    1660-89
  • Técnica:
    Óleo sobre tela
  • Dimensões:
    117 x 167 x 3 cm
  • Aquisição:
    Doação condessa Marina Crespi, 1947
  • Designação:
    Pintura
  • Número de inventário:
    MASP.00030
  • Créditos da fotografia:
    João Musa

TEXTOS



A tela Moisés e as Filhas de Jetro representa o episódio em que o jovem Moisés, refugiado entre os Kenitas após ter matado um egípcio, salva dos pastores as filhas do sacerdote Jetro, no momento em que elas levavam suas ovelhas para a fonte (Êxodo 3,1). Como obra de Pietro da Cortona, foi exibida na importante Mostra della pittura italiana del Sei e Settecento, no Palazzo Pitti de Florença, em 1922 (p. 144, n. 756) e de novo na exposição Coleção de Arte da Ital-Brasil, em 1947 em São Paulo. A correção da atribuição em favor de Ferri deve-se a S. von Below que, em 1932, noticia a existência de uma gravura a partir dessa obra, assinada por Ferri, fato que levou Briganti a atribuir corretamente nossa obra ao artista romano. A atribuição foi reiterada por Laureati e Trezzani na revisão da monografia de Briganti sobre Pietro da Cortona para a segunda edição da obra em 1982 (p. 394). Publicada em Roma por Gian Giacomo de’Rossi (Roma, Instituto Nazionale per la Graca, inv. fc. 69314), a acquaforte em questão é da autoria de Pietro Aquila (1677-1740) e traz a seguinte inscrição: Cyrus Ferrus inv. et pinx. A gravura transcreve ainda uma longa dedicatória ao cardeal Benedetto Pamphili, grande mecenas da Roma do segundo Seiscentos, para quem a obra deve ter sido pintada. Não é certo, contudo, que se trate justamente da obra ora no Masp, uma vez que uma outra réplica da obra, de dimensões semelhantes, conserva-se nas coleções da Cassa di Risparmio di Roma. Ela foi publicada por Prosperi Valenti Rodinò (1990, p. 96), que não menciona a tela do Masp, nem outra réplica, então em coleção privada, assinalada ao subscrito por G. Briganti (comunicação oral, 1990). Em todo caso, não se deve descartar que tenha sido propriamente aquela obra do Masp que um dia gurou na célebre galeria do cardeal Pamphili.

— Autoria desconhecida, 1998


Fonte: Luiz Marques (org.), Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo: MASP, 1998. (reedição, 2008).



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