MASP

Francisco Goya y Lucientes

Retrato da condessa de Casa Flores, 1790-97

  • Autor:
    Francisco Goya y Lucientes
  • Dados biográficos:
    Fuendetodos, Espanha, 1746-Bordeaux, França ,1828
  • Título:
    Retrato da condessa de Casa Flores
  • Data da obra:
    1790-97
  • Técnica:
    Óleo sobre tela
  • Dimensões:
    113 x 79,5 x 2,5 cm
  • Aquisição:
    Doação Família Morganti, Francisco Ribeiro de Castro Manhães, Don Antonio Sanches de Larragoiti Junior, Alfredo Mathias, Companhia de Terras do Norte do Paraná, Indústrias Químicas e Farmacêuticas Schering S.A., 1949
  • Designação:
    Pintura
  • Número de inventário:
    MASP.00174
  • Créditos da fotografia:
    João Musa

TEXTOS



Em 1774, graças às relações do pintor Francisco Bayeu (1734-1795), seu cunhado, com a corte de Madri, realizou desenhos para tapeçarias com cenas de vida popular. Esses trabalhos lhe valeram o favor da aristocracia da capital e foram o ponto de partida da rápida carreira do artista. Alcançou os mais altos postos acadêmicos, como a diretoria da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando e a posição de pintor de câmara (1789) do rei Carlos IV (1748-1819). Em decorrência da surdez, causada por uma doença, Goya abandonou esses cargos em 1797. Apesar de muito requisitado como retratista pela elite local, nessa época começou algumas de suas séries mais sarcásticas e caricaturais, reflexo dos horrores de seu tempo. No Retrato da condessa de Casa Flores, a esposa mexicana do tenente-coronel don José Luis Flores Pereira, castelão do Porto de Acapulco, é pintada em um traje rosa e branco com pinceladas transparentes e contrastando com sua cabeleira negra. O tipo de pincelada se repete na manga do traje de Fernando VII (1784-1833), assim como o foco no caráter psicológico da personagem – com uma beleza natural, não idealizada.

— Equipe curatorial MASP, 2017


Fonte: MASP: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo: Instituto Cultural J. Safra, 2017. (Coleção museus brasileiros)





Em Retrato da Condessa de Casa Flores, não se trata da marquesa, mas da esposa do conde de Casa Flores, embaixador espanhol. Nascida na Cidade do México de uma família da aristocracia hispano-mexicana, Doña María Rafaela Gutierres de Terán y Gonzales Vertiz era filha de Don Gabriel Gutierrez de Terán Cossio y Fernandez de Theran, alcaide da Cidade do México em 1760, e de Doña María Josefa Gonzales Vertis. Em 1789, na capela do Real Palácio da Cidade do México, casou-se com Don José Luis Florez Pereira, tenente-coronel do Regimento dos Dragões da Espanha e castelão do Porto de Acapulco, gentil-homem de Câmara em exercício e embaixador de Espanha. A atribuição a Goya não é consensual. Autores como Mayer, Von Loga e Gudiol pensam efetivamente no mestre. Mas em um artigo publicado em 1947, assim como em carta a Pietro M. Bardi, de 1954, Martin Soria atribui a obra a Agustín Esteve e a data de 1795-1797, atribuição acolhida sucessivamente por Lafuente Ferrari (1947), Young (1973) e Otto Benesch (comunicação oral). Finalmente, De Angelis (1974, n. 267) revaloriza hipoteticamente a atribuição a Goya, posição a ser mantida neste catálogo, considerando-se a admirável abordagem psicológica do modelo e o acorde sutil, no ligeiro vestido estilo Diretório, entre brancos e rosas esmaecidos, pintados em pinceladas rarefeitas e com finíssimas veladuras, em contraste com o negro da bastíssima cabeleira.

— Autoria desconhecida, 1998


Fonte: Luiz Marques (org.), Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo: MASP, 1998. (reedição, 2008).



Pesquise
no Acervo

Filtre sua busca