MASP

Wesley Duke Lee

Sem título, da série Papéis, 1979

  • Autor:
    Wesley Duke Lee
  • Dados biográficos:
    São Paulo, Brasil, 1931-São Paulo, Brasil ,2010
  • Título:
    Sem título, da série Papéis
  • Data da obra:
    1979
  • Técnica:
    Colagem com fotocópia
  • Dimensões:
    76 x 56 cm
  • Aquisição:
    Comodato MASP B3 – BRASIL, BOLSA, BALCÃO, em homenagem aos ex-conselheiros da BM&F e BOVESPA
  • Designação:
    Colagem
  • Número de inventário:
    C.01233
  • Créditos da fotografia:
    MASP

TEXTOS



Após uma temporada em Nova York estudando desenho gráfico na Parsons School of Design, nos anos 1950, Wesley Duke Lee passou a trabalhar, a partir da década seguinte, sobre meios até então pouco explorados por artistas brasileiros, como a instalação, a performance e o vídeo. Foi um dos fundadores do Grupo Rex e da Rex Gallery, que questionavam o lugar da arte na instituição e no mercado. As rápidas mudanças tecnológicas observadas no final da década de 1970 — a fotocópia, a digitalização e a computação — estimularam a produção de Duke Lee, ainda que ele não tenha aberto mão das técnicas tradicionais, como a pintura, o desenho e a colagem. É nesse contexto que surge Sem título (1979), da série Papéis, com 400 trabalhos no total, projeto concebido a convite da diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), recém-criada na época, com sede no Rio de Janeiro. Duke Lee selecionou documentos nos arquivos da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e do Museu do Banco do Brasil, como títulos do Império e a primeira cautela emitida pelo Banco do Brasil em 1853. A partir dessa pesquisa, o artista desenvolveu no Centro de Pesquisas da Xerox, em Nova York, Estados Unidos, procedimentos de colagens a partir das variações de cor, foco e impressão que as máquinas ofereciam. Lá realizou cerca 2.100 reproduções diferentes, que ele chamou de “xerox únicos”, remontando-as nessa série de 400 fotocópias coloridas. O trabalho tensiona as noções de valor ao longo da história do Brasil e sua representação em títulos públicos; as relações entre obras de arte e promissórias de valor futuro; as fronteiras entre a cópia e o original.

— Guilherme Giufrida, assistente curatorial, MASP, 2018


Fonte: Adriano Pedrosa, Guilherme Giufrida, Olivia Ardui (orgs.), Da Bolsa ao Museu – comodato MASP B3: arte no Brasil, séculos 19 e 20, São Paulo: MASP, 2018.



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